A Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) está em meio a um cenário de eleições presidenciais, e o atual presidente, Wlamir Motta Campos, enfrenta críticas e desafios em sua busca pela reeleição. Questões como dificuldades financeiras, transparência na administração e gestão de patrocínios estão no centro do debate.
Uma das polêmicas que geraram impacto foi a mudança de fornecedor de material esportivo da seleção brasileira de atletismo da Nike para a Puma. Durante a Olimpíada de Paris, a troca de uniformes causou desconforto entre os atletas, especialmente devido a alterações durante a competição.
Em relação às questões financeiras, a perda de um patrocínio de R$ 3 milhões da Nike levantou questionamentos sobre o destino desses recursos. Enquanto a atual gestão alega questões de confidencialidade, outros membros da comunidade atlética contestam a falta de transparência.
Além disso, a composição do Conselho de Administração e as críticas de ex-atletas como Maurren Maggi e André Domingos sobre a distribuição de recursos para o treinamento de atletas também estão em foco.
Em resposta às críticas, Wlamir Motta Campos destaca avanços na transparência, eficiência financeira e distribuição de recursos, mencionando reconhecimentos internacionais recebidos pela CBAt. Ele ressalta a importância de críticas embasadas em fatos para um diálogo construtivo.
Sobre as finanças, a CBAt destaca um crescimento significativo de receitas, com investimentos direcionados para a atividade-fim e redução das despesas administrativas. A troca de uniformes foi justificada como parte do contrato com a Puma, seguindo procedimentos contábeis adequados e aprovados pelas instâncias competentes.
Diante de críticas e questionamentos, a CBAt reforça seu compromisso com a transparência, ampliação do apoio aos atletas e fortalecimento da governança interna. Planos futuros incluem medidas para aprimorar a transparência, investir no desenvolvimento do atletismo e garantir uma gestão profissionalizada e democrática.